segunda-feira, 30 de abril de 2012

O vício do trabalho


Um post excepcionalmente longo, para quem quer pensar um pouco
Se você olhar ao seu redor agora, verá que tudo existe em cima de um equilíbrio. A cadeira onde você está sentado, a mesa, o vaso de flor, o armário, o quadro na parede, a casa ou edifício de trabalho onde você está, e até você mesmo—tudo isso precisa de um equilíbrio para se manter de pé e cumprir suas funções. Se alguma força mexe com o equilíbrio de algo ou alguém, então ele cai.
O equilíbrio não é apenas uma lei da física, mas também da vida. Uma vida saudável, abundante, feliz é composta do sucesso de várias partes: saúde física e mental, necessidades materiais supridas, bons relacionamentos, senso de realização, e paz de espírito (fruto de um relacionamento com Deus).
Isso quer dizer que você tem que atender igualmente a todas estas áreas ou “pernas” que dão equilíbrio à sua vida. Se você focar muito em uma e não o bastante em outra, causará um desequilíbrio, e as coisas começaram a sair do lugar: problemas de saúde, relacionamentos conturbados, depressão, ansiedade, vícios, falta de dinheiro etc.
Aí é que está o perigo. Alcançar o equilíbrio na vida nem sempre é fácil. Se você não cuidar, dará 80 ou 90 por cento de suas energias para uma só área de sua vida. É o caso das pessoas viciadas no trabalho. Elas não conseguem ficar sem trabalhar. Trabalham mesmo doentes (não cuidam da saúde), ignoram o marido/esposa/filhos porque “têm que trabalhar” e não têm tempo para “essas coisas”, estão ocupadas demais para tirar um tempo para ir à igreja, e até para repensar o próprio trabalho. São pessoas do tipo Marta, que estava preocupada em dar uma boa impressão a Jesus de quão trabalhadora ela era.
Veja que ser viciado no trabalho vai muito além do emprego ou empresa. Este vício faz a pessoa ficar todo minuto que está acordada envolvida em alguma atividade, seja ela limpar, organizar, trabalhar na igreja, preparar o trabalho para o dia seguinte, e achar mais trabalho quando um já está acabando. Nesse processo, as outras áreas da vida vão morrendo aos poucos. Familiares vão se distanciando. O corpo vai enfraquecendo e adoecendo. A mente vai cansando. O espírito vai secando.
É claro que a pessoa está ocupada demais para ver isso. Como todo vício, o trabalho lhe faz sentir realizada, feliz consigo mesma, ainda que por um tempo. Os elogios das pessoas que admiram sua dedicação fazem com que ela queira trabalhar ainda mais. O dinheiro passa a ser como os pontos que se ganha num videogame—ganha, mas perde, depois quer começar de novo para ganhar de novo etc.
Estou focando aqui em quem tende a ser desequilibrado com o trabalho, mas é claro que isso pode acontecer com qualquer outra área da vida. Alguém pode ser obcecado pelo próprio corpo e viver em função de exercícios e dietas. Outro pode viver enfiado na igreja e esquecer do resto. Há aqueles que são emocionalmente dependentes de outras pessoas; carentes, sufocantes e pegajosos. Enfim.
Qual a solução para os desequilíbrios?
  1. Identificar as áreas que estão descuidadas
  2. Ver o que você deveria estar fazendo por elas mas não está
  3. Diminuir seus excessos de uma área para aplicar-se mais equilibradamente nas outras que estão descuidadas, fazendo o que é preciso
Sim, isso exigirá quebra de velhos hábitos e incluirá o desconforto da mudança. Mas se você não sacrificar para alcançar o equilíbrio agora, as consequências serão muito piores mais tarde.
Você tem sido desequilibrado em alguma área de sua vida? Viciado no trabalho? O que pretende fazer depois de ler isto?
E você que é mais equilibrado, qual o seu segredo para alcançar o equilíbrio?
Renato Cardoso

domingo, 29 de abril de 2012

Amor x Paixão



. O amor não é cego. A paixão o é. Se o amor fosse cego, Deus também seria. Porque Deus é Amor!

. O amor pode esperar para dar; a paixão é que não pode esperar para receber.

. A diferença entre a paixão e amor é que este é fixo, e aquele, volúvel. O amor cresce ao ser desfrutado; a paixão se desgasta; e a razão disso é que o primeiro nasce da união de almas; o outro, da união de sentidos.

. O amor é a única coisa com que podemos pagar a Deus na mesma moeda, pois Ele amou ao mundo a ponto de dar o seu Filho.

. Um coração que ama incendeia outro.

. A dúvida subtrai, a fé adiciona, mas o amor multiplica.

. Amar = viver em favor de

. Amor é mais serviço do que sentimento.

. As cadeias do amor são mais fortes do que as do medo.

. A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Portas abertas


A parábola do filho perdido
E Jesus disse ainda:
— Um homem tinha dois filhos.
Certo dia o mais moço disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.”
— E o pai repartiu os bens entre os dois.
Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe. Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha.
O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade. Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos. Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Caindo em si, ele pensou: “Quantos trabalhadores do meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome! Vou voltar para a casa do meu pai e dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.’ ”
Então saiu dali e voltou para a casa do pai.
— Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou.
E o filho disse: “Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho!”
— Mas o pai ordenou aos empregados: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés. Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos começar a festejar
porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.”
— E começaram a festa.
— Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando ele voltou e chegou perto da casa, ouviu a música e o barulho da dança.
Então chamou um empregado e perguntou: “O que é que está acontecendo?”
— O empregado respondeu: “O seu irmão voltou para casa vivo e com saúde. Por isso o seu pai mandou matar o bezerro gordo.”
— O filho mais velho ficou zangado e não quis entrar. Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse. Mas ele respondeu: “Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos.
Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!”
— Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.
Lucas 15:11-32

terça-feira, 24 de abril de 2012

As vestes espirituais do cristão - Calções de Linho


‘’Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a pele nua; irão da cintura as coxas.’’ (Êxodo 28:42).

Os calções de linho eram peças importantes no vestuário do sacerdote, seu lugar eram debaixo da túnica e diretamente sobre a pele, com origem da cintura as coxas. Sua principal função era não deixar que a nudez do sacerdote aparecesse, sendo que duas coisas poderiam fazer isso acontecer: os ventos e os degraus que deveriam subir.

Por se tratar de uma peça que ficava oculta (intima) aos olhos das pessoas, só o sacerdote e Deus a viam; estes calções nos falam das coisas particulares entre nós e Deus.
A bíblia fala de determinadas coisas que deveriam ser feitas na particularidade de nossos quartos e com a porta fechada, a oração é um exemplo de algo que diz respeito a nós e a Deus somente, leia Mateus 6:6.

Os fariseus fizeram da oração uma forma de ostentação, mas o Senhor Jesus disse que ela é algo intimo, porém seus frutos serão públicos assim como os frutos de uma árvore, mas estes frutos só são possíveis devido a raiz que ninguém pode ver. A grande importância desta vida de intimidade com Deus vê-se nos momentos em que os ventos sopram e eles sopram para todos. As ventanias das adversidades fazem com que as túnicas das exterioridades se levantem e mostrem o que existe em baixo delas.
É exatamente na hora das adversidades que as cascas da religiosidade caem e fica somente o que é autêntico. 
O que mantém uma árvore de pé durante uma tempestade não são as folhas e sim as suas raízes; é uma vida de intimidade com 
Deus que impedira que passemos vergonha na ventania.
Outro momento delicado era quando subiam os degraus, pois quem estivesse sem os calções passava vergonha. Subir degraus fala de sermos levados a uma etapa da vida, sermos levados a algo a mais, a algo maior. A falta de preparo tem feito com que muitos passem vergonha no momento em que são elevados ou sobem um degrau. Quando estavam em baixo parecia que estava tudo em ordem, mas foi só coloca-los um degrau acima e viu-se que era só aparência, pois faltava algo em baixo.
Então cultivemos, pois essa intimidade com Deus e vamos nos vestir com os calções da oração, porque duas coisas nos esperam: ventanias e degraus, feliz são aqueles que se preparam para eles.

‘’ Feliz aquele que vigia e toma conta de sua roupa, a fim de não andar nu e não ficar envergonhado em público.’’
Apocalipse 16.15

domingo, 22 de abril de 2012

Voe cada vez mais alto



Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas na segunda guerra mundial, mas que ainda tinha condições de voar.
Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um rato que roia uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas. Preocupado, pensou em retornar ao aeroporto para se livrar do seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado.
Então voou cada vez mais alto e notou que os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem tinham acabado, conseguindo assim fazer sua arrojada aventura ao redor do mundo, que era seu grande sonho...

Moral da história:
Se alguém ameaçá-lo, voe cada vez mais alto...
Se alguém criticá-lo, voe cada vez mais alto...
Se alguém tentar destruí-lo por inveja e fofocas, voe cada vez mais alto...
e por fim, se alguém cometer alguma injustiça com você, voe cada vez mais alto...
Sabe por quê? Ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos "ratos" - não resistem às grandes alturas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Minha inspiração


Numa sessão de autógrafos em Soweto, na Africa do Sul, para o meu livro “Melhor do que Comprar Sapatos“, me perguntaram qual foi a minha inspiração para escrever o livro. Eu não pensei muito antes de responder, e a minha resposta me surpreendeu um pouco. Eu disse que os meus problemas do dia a dia fizeram o trabalho.
Depois fiquei pensando sobre isso, me perguntando por que eu havia dito aquilo. Quanto mais eu pensava a respeito, mais certa eu me tornava quanto a isso… Os meus problemas – os muitos motivos de eu haver derramado lágrimas, estado no fundo do poço, me sentido tão pequena quanto uma formiga – têm sido a minha inspiração este tempo todo… Não é estranho? Não deveríamos ser inspirados por pessoas nas quais nos espelhamos ou que são melhores do que nós? Como eu posso, então, ser inspirada pelos meus problemas?
Lá vamos nós outra vez, outro lindo milagre da vida. As nossas experiências, problemas, lágrimas, decepções e desapontamentos – os quais deveriam supostamente ser todos negativos e degradantes – são, na verdade, degraus para o nosso próprio sucesso. É triste, no entanto, que a maioria das pessoas não os permite ser o que eles deveriam ser. Em vez de aprender com eles, elas se colocam para baixo por causa dos mesmos.
Uma jovem chegou até mim em prantos, outro dia, porque ela simplesmente não conseguia entender o porquê de tanta coisa ruim ter acontecido com ela no espaço de um ano, mais ou menos. Dois de seus parentes morreram, sua mãe ficou doente e foi hospitalizada, seu esposo estava diferente e indiferente ao mesmo tempo, e ela havia acabado de ser diagnosticada com um problema de saúde. Ela pensava que devido a esses problemas a sua fé havia se esgotado.
O que acontece é o seguinte: a nossa fé só se esgota quando nós desistimos dela. Enquanto estivermos de pé e lutando, nós estaremos na fé. E o melhor de tudo é que a nossa fé fica mais forte quando nos sentimos fracos! Quando estamos fortes e livres de problemas, nós, normalmente, não oramos tanto, pensando que estamos bem – o que isso nos diz a respeito da nossa fé, então?
Agora você consegue entender por que o Apóstolo Paulo disse: “Quando estou fraco, é que sou forte“, em Coríntios. Então, vá em frente, use os seus problemas para vencer na vida – é para isso que eles existem!
Cristiane Cardoso